A carta que nunca enviei.
Leio e releio vezes sem conta a mesma carta,
Aquela cujo papel já ganhou um tom amarelado
Fruto do tempo que passa sem sequer se importar.
A tinta já perdeu aquela cor brilhante da prata,
Aquela cor especial que procurei por todo o lado
E que era a única cor que eu queria utilizar.
Já sei de cor as palavras que aquela carta diz,
Aquela carta onde sem medo abri o coração
E disse tudo o há muito tempo te queria dizer.
Aquela carta que acreditava me faria mais feliz,
Aquela que escrevi sem medo nem obrigação,
Aquela onde disse tudo o que havia a dizer.
Já não sei quantas vezes a li e depois reli,
E de cada vez que a leio apetece-me chorar
Tal foi a dose de emoção que nela coloquei.
Lê-la é quase como estar juntinho de ti,
Faz-me sentir a paixão que te ousei revelar
Numa carta de amor que nunca te enviei…